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A rede é social e não pessoal

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A rede é social e não pessoal

Muito se tem falado sobre a exposição dos profissionais na rede social. E como o próprio nome diz, ela é social, razão pela qual muitas pessoas ainda acham que as informações são restritas à sua rede de amigos.
Por Maria Bernadete Pupo

Muito se tem falado sobre a exposição dos profissionais na rede social. E como o próprio nome diz, ela é social, razão pela qual muitas pessoas ainda acham que as informações são restritas à sua rede de amigos. Geralmente, nos esquecemos que ao longo do tempo vão fazendo parte de nossa comunidade social os colegas de trabalho de empresas atuais e anteriores. Vamos adicionando também colegas que estudam conosco, colegas de nossos colegas, nossos vizinhos, parentes de nossos colegas, amigos dos nossos amigos, conhecidos da nossa comunidade, parentes e até alguém que não conhecemos, mas que pedem para participar de nossa comunidade.

Dessa forma, nossa rede vai se formando com velocidade tamanha, que quando nos damos conta, estamos com números assustadores de podem superar a casa de 1000 pessoas. Existem ocasiões que nem mais nos lembramos de pessoas e quem são essas pessoas que fazem parte de nossa rede de amigos virtuais. No geral, o que fica em nossa mente é de que a rede tem caráter informal e sem visibilidade.

Porém, sem que ao menos possamos perceber, as informações sobre nossa vida social, a vida amorosa, a vida família, a vida acadêmica, do nosso modo de pensar (através de frases ou do que você está pensando agora), de situações ocorridas em nosso trabalho naquele dia específico, a expressão de nossas angústias, de nossas alegrias, conquistas, de nossas decepções, expressando-as através dos manifestos online e infinitas outras situações que estão sendo compartilhadas a todo o momento com todos os que fazem parte da nossa rede e correndo soltas pelo mundo afora.

Para a nova geração, tudo isso pode parecer normal, porque na verdade todos estão experimentando nova cultura de comunicação e de relacionamentos, desconhecendo seus malefícios. Ainda há certo encantamento das pessoas, principalmente porque podem falar, podem se expressar, se relacionar, flertar e até namorar a distância, visto que a grande maioria dos jovens sofre com a questão da timidez e descobrir na rede social, mais chance de obter sucesso, esquecendo-se de que o teto de vidro que a expõe, é muito maior do que a tela do computador onde tenta se esconder.

Mas afinal, até que ponto essa exposição exacerbada no mundo virtual é benéfica ou não?

Não quero afirmar que a rede social não é benéfica, porém, mesmo que irrestrita ao número de amigos, ela deve ser restrita há algumas informações pessoais, as quais podem prejudicar sua carreira.

Enquanto consultora de Recursos Humanos venho presenciando empresas utilizando-se cada vez mais das páginas pessoais nas redes de relacionamentos para obter mais informações dos candidatos a emprego, buscando dados sobre seus costumes, suas preferências políticas, religiosas, de como se expressam e de como se relacionam no mundo virtual.

O fato é que a liberdade de expressão, defendida pela própria constituição federal, conforme o seu artº 5º; da questão do preconceito; da proibição por discriminação; do bullyng corporativo, se é que assim podemos denominar, são instrumentos que impedem o empregador de relatar o real motivo da não admissão e até da muitas demissões que ocorrem no dia-a-dia das organizações.

E é nesse jogo que internautas e empregadores vivem sem saber como se comportar frente a esse novo modelo de relações sociais, sem saber ao certo o limite entre benefícios e malefícios.

Dessa forma, sugere-se aos internautas que afinem o seu “senso crítico”, que parem para analisar seu comportamento e suas atitudes frente a esse “novo mundo” que, dependendo do grau de intensidade de sua exposição, acabará acarretando prejuízos tanto para a vida pessoal como na carreira profissional, conscientizando-se cada vez mais de que a rede é social é não pessoal.

Fonte: Administradores.com.br

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