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A quebra do paradigma da idade começa pela seleção

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Todos nós sabemos do preconceito que existe no mercado de trabalho para com os profissionais acima de 40 anos de idade. A experiência tão almejada quando se traça um perfil para o preenchimento de uma vaga, é desprezada quando se trata de um profissional que esteja nessa faixa etária.

Afirmo que a quebra do paradigma em relação à idade tem início pelo setor de seleção, pois, geralmente, quando se inicia a triagem dos currículos, a idade é o primeiro fator de corte.

Um dia desses, conversando com uma consultora de renomada empresa de recolocação profissional, ela me dizia que havia uma vaga para Gerente de RH e seu cliente estipulou a idade máxima de 40 anos.

Durante o processo seletivo, foram entrevistados cerca de 30 profissionais, uma vez que eram muitas as exigências. Dentre os candidatos, um atendia a todos os requisitos para o preenchimento da vaga: tinha experiência consistente e qualidades excepcionais, com exceção da idade (53 anos).

A consultora refletiu muito até encontrar uma justificativa para convencer seu cliente de que a idade cronológica, a corporal e a profissional não necessariamente caminham juntas. Afinal, disse-me ela, aquele candidato tinha um bom porte físico e uma excelente aparência. Fazia exercícios físicos regularmente e demonstrava garra e disposição para recomeçar sua conquista no mercado de trabalho. Inconformada com a situação, solicitou ao pretendente que providenciasse um check-up completo: eletrocardiograma, teste de diabetes, raio X do pulmão e exames de sangue para medir inclusive taxas de colesterol.

O candidato, até certo ponto satisfeito por sentir o esforço demonstrado pela consultora, ficou de retornar após alguns dias.

Nesse meio tempo, ela continuou com a seleção e tentou alguns contatos com o cliente, de maneira a convencê-lo a aceitar um profissional acima de 40 anos, mas este estava irredutível.

Em alguns dias o pretendente à vaga retornou com todos os exames, cujos resultados eram excelentes, evidenciando mais uma vez o bom senso e a determinação da consultora.

Desta vez, muito mais confiante, entrou novamente em contato com o seu cliente, e pediu-lhe que aceitasse pelo menos conhecer o candidato, o qual, insistiu ela, atendia todos os requisitos para o preenchimento da vaga, tinha atestado de saúde excelente, com exceção somente da idade. Como até então nenhum dos apresentados havia correspondido às expectativas do cliente, apesar de relutante, este resolveu agendar a entrevista e, prontamente, o candidato foi contratado. O pós-venda da consultoria, através de formulários de avaliação, acompanhou por algum tempo o desempenho daquele talentoso profissional de 53 anos, o qual mereceu os mais efusivos elogios da direção da empresa.

Este é um exemplo vivo de que grande parte do desafio dos candidatos às vagas do mercado, cuja faixa etária esteja acima de 40 anos, é passar pelo primeiro crivo dos selecionadores.

Fica aqui a constatação de que o selecionador deve ir além das tarefas rotineiras que lhe são atribuídas. O profissional de Recursos Humanos pode e deve fazer a diferença, desempenhando o papel de gestor, de consultor e de parceiro do seu cliente, preocupando-se muito mais com a qualidade dos resultados, do que com a quantidade de trabalho e, no caso específico, dando a sua contribuição para mudar o preconceito em relação à idade.

Maria Bernadete Pupo é coordenadora de Recursos Humanos no Centro Universitário UNIFIEO.

Fonte: Senioridade.com.br

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