E-mailE-mail: bernadetepupo@hotmail.com SkypeSkype: bernadete.pupo1 MSNMSN: bernadetepupo@hotmail.com OrkutOrkut LinkedinLinkedin FacebookFacebook RSSRSS

"A melhor maneira de predizer o futuro é criá-lo."

Peter Drucker

Artigos

Quando o jovem se torna “velho” para as organizações

Home >> Artigos >> Emprego e Carreira >> Quando o jovem se torna “velho” para as organizações

Quando nos referimos ao mundo organizacional e falamos em idade, logo pensamos em profissionais mais experientes, aqueles com muitos anos na empresa. Porém, paradoxalmente, estamos focando o profissional jovem, aquele que ingressou na empresa há pouco tempo e que, diante de todas as facilidades inerentes ao mundo moderno – como o acesso mais fácil aos cursos superiores, através dos programas ProUni e Escola da Família dentre outros, e a maior facilidade em se envolver com o mundo virtual -, prefere distrair-se com joguinhos, sites de relacionamentos e outros programas de comunicação. E o que é pior: tudo isso em pleno expediente de trabalho.

Já está mais do que comprovado que o uso indevido da Internet por parte dos funcionários custa caro às organizações (abrir mensagem contendo vírus, enviar e-mail para clientes ou colegas de trabalho com frases ou brincadeiras inapropriadas), podendo expô-las a danos e, ao mesmo tempo, responsabilizá-las pelas práticas indevidas dos seus funcionários. Mesmo assim, a cada dia que passa, aumenta o uso abusivo da rede por parte dos funcionários, que, apesar de informados dos riscos de suas ações, pouco importância dão ao assunto.

O Instituto Qualibest realizou uma pesquisa com cerca de 4 mil pessoas para analisar o comportamento dos funcionários que utilizavam a Internet no ambiente de trabalho. Deste total, 53% tinham o hábito de navegar pela Internet no escritório. Dos 2.140 respondentes com acesso à Internet no trabalho, 89% afirmaram que a utilizavam para fins pessoais, 47% tinham acesso livre à rede, 32% tinham muita restrição e 21% tinham alguma restrição de conteúdo. As restrições mais comuns eram aos sites de conteúdo adulto (77%), Orkut e outros sites de relacionamento (61%), Instant Messenger (59%) e salas de bate-papo (53%)

Por todas as punições já previstas em lei, é inadmissível que o profissional, independente da idade, se torne “velho” para as empresas por estes motivos, sendo substituído por aquele com a visão de aproveitar a facilidade de lidar com o mundo virtual, em benefício da organização e para o seu autodesenvolvimento.

Prática como esta acabou forçando uma mudança de perfil profissional por parte de um empresário, dono de uma organização de pequeno porte. Ele me disse que pretendia trocar sua recepcionista “jovem”, de pouca idade, por uma recepcionista mais “madura”, com mais idade, pois a “mocinha” não estava sabendo dosar a liberdade que tinha de acesso à Internet, com a responsabilidade de realizar suas tarefas no dia-a-dia. Disse-me ainda que as chances de uma pessoa mais madura, com mais idade, dedicar menos tempo para bater papo através do mundo virtual seriam maiores, restando assim, mais tempo para se dedicar aos seus clientes.

Frente a esse panorama, torna-se imprescindível ao trabalhador, independente da idade, preocupar-se com um contínuo processo de aprendizagem e atualização de seus conhecimentos, como forma de não somente garantir seu emprego, mas também se preparar adequadamente para enfrentar a possibilidade de sua perda.

É nesse contexto que surge o estudo da empregabilidade, que ressalta e valoriza os profissionais, que independente da idade: apresentem propósitos claros, métodos pessoais ajustados às práticas exigidas pelo mercado; façam reflexão e se interessam por mudanças; e, fundamentalmente, sigam princípios que valorizem o respeito do profissional por normas e processos éticos dentro e fora das organizações.

Vale esclarecer que a idade do profissional no mundo corporativo está muito mais conectada ao seu modo de ser e à maneira como age para tornar-se mais ativo e mais competitivo como forma de se manter “jovem”, do que à idade cronológica propriamente dita.

Maria Bernadete Pupo é coordenadora de Recursos Humanos no Centro Universitário UNIFIEO

Fonte: PARVAIM Software de Gestão / Callmunity / RH.com.br

Print FriendlyImprimir

 


Comente


Share
Gestão de Recursos Humanos - 2012 - © Todos os direitos reservados. Produzido por
Highslide for Wordpress Plugin