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Por que as pessoas são demitidas?

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Em um processo de recrutamento de pessoal, a equipe de RH faz uma triagem minuciosa, buscando encaixar o funcionário escolhido à vaga e ao perfil da empresa. Com testes e dinâmicas de grupo, o selecionador identifica fatores críticos de sucesso e de insucesso dos candidatos.

Por que, então, certas pessoas permanecem mais tempo em determinadas empresas do que outras? Por que algumas se adaptam melhor e rendem mais? A resposta a essas questões pode ser resumida em uma palavra: comportamento.

Todo início de trabalho requer do profissional adaptação à cultura e àquela comunidade onde está sendo inserido. Normalmente, ele traz experiências anteriores, que podem facilitar ou dificultar sua adequação ao novo ambiente. É a partir daí que se inicia a história do profissional e que o comportamento e as atitudes dificultam ou facilitam a permanência do indivíduo na organização.

Muitas pessoas têm dificuldade em aceitar as mudanças que lhe são impostas, seja por empecilhos nos relacionamentos interpessoais e com os líderes, seja pelos processos ali praticados ou mesmo por não conseguirem se posicionar no novo ambiente. Geralmente, esses profissionais não têm humildade para investir na conquista. Chegam com arrogância, achando que seu tempo é curto (período de experiência) e que terão de conquistar seu espaço a qualquer preço.

Aristóteles foi um dos primeiros pensadores a observar a importância da responsabilidade. “Somos aquilo que nos tornamos através de nossas ações repetidas”, dizia. Com base nesse princípio, temos a responsabilidade de definir como desejamos ser vistos pela sociedade. A percepção das conseqüências de nossos atos é o primeiro sinal do comportamento responsável.

A maioria das pessoas é demitida por não ter atitudes (intenção) e comportamentos (ação) adequados. Uma pesquisa feita pela ASTA Assessoria/Saad-Fellipelli, para descobrir fatores que mais influenciam na hora da demissão, comprova a tese: 32% do grupo pesquisado foram demitidos em decorrência do comportamento; 26%, por motivos de liderança (que não deixa de estar relacionado ao comportamento); 25%, por fatores técnicos (faltou iniciativa em buscar aprimoramento); e 18%, pela desatualização técnica (desinteresse pelo aprimoramento). Em resumo, seja qual for o motivo da demissão, todos estão ligados ao comportamento.

Todos temos pontos cegos em nossa personalidade. São aquelas características que qualquer um enxerga, menos nós. Portanto, é bom você ficar atento à forma de se expressar. Será que a linguagem corporal, o tom de voz e as palavras usadas não indicam que você está sempre pronto para um confronto?

Isso não significa que as pessoas devam se pautar no conformismo ou no comodismo, para simplesmente se adaptarem; ao contrário, ninguém espera que se concorde com tudo e que se goste de todos ao redor. No entanto, isto não deve impedir o empregado de estabelecer e manter bons relacionamentos.

Talvez o segredo esteja em admitir que somos a causa de todos os processos da vida pelos quais passamos e devemos aprender com eles. Analisar o que fizemos de errado e de certo e o que deixamos de fazer é necessário para pensar sobre o que deixamos que os outros fizessem conosco. É a partir dessa reflexão que adquirimos novas atitudes que garantem o domínio de nossas mudanças pessoais. *Maria Bernadete Pupo é gerente de RH do Centro Universitário FIEO (UNIFIEO), em Osasco (SP), e autora do livro “Empregabilidade acima dos 40 anos” (ed. Expressão & Arte)

Fonte:  Gestão farmaceutica e marketing

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