E-mailE-mail: bernadetepupo@hotmail.com SkypeSkype: bernadete.pupo1 MSNMSN: bernadetepupo@hotmail.com OrkutOrkut LinkedinLinkedin FacebookFacebook RSSRSS

"A melhor maneira de predizer o futuro é criá-lo."

Peter Drucker

Artigos

Diferença entre envolvimento e comprometimento?

Home >> Artigos >> Comportamento >> Diferença entre envolvimento e comprometimento?

Sexta-feira, 19 de outubro de 2007 – Não é de hoje que ouvimos relatos, reclamações e exclamações de empresários e líderes queixando-se da falta de comprometimento dos seus funcionários.Já há algum tempo que venho pesquisando e avaliando o dia-a-dia das pessoas no que se refere a esse fator e foi durante a realização de um treinamento que tive a oportunidade de participar de uma dinâmica chamada “Escravos de Jó”,onde todos, sentados e reunidos em formato de roda,com um copinho de plástico nas mãos,cantavam a música “Escravos de Jô”
Por Maria Bernadete Pupo

Aquilo continuava constante e mecanicamente, sem que ao menos as pessoas respeitassem as paradas e as pausas que a música assim as exigia. E, naquele momento pude perceber claramente a diferença entre envolvimento e comprometimento.

Se pararmos para pensar, veremos que as pessoas envolvidas dançam conforme a música, ou seja, seguem à risca aquilo que lhes é conferido, uma vez que a responsabilidade pelo feito é sempre do outro, e nunca delas.

Isso acontece porque as pessoas, em geral, têm limitações para avaliar situações que envolvem muitas alternativas e acabam saindo do foco, seja por sua simplicidade ou pela baixa exigência de esforços. Essa visão parcial de um complexo sistema é responsável por grande parte dos fracassos profissionais. Quando falamos em fracassos, não devemos nos ater somente à força de trabalho e sim à liderança, pois esta exerce um papel primordial para estimular o envolvimento e o comprometimento da equipe.

Faço aqui um parêntese para relatar um típico caso de envolvimento e comprometimento baseado no filme “O Diabo Veste Prada” onde a protagonista Andy, inicialmente atua como profissional envolvida, fazendo tudo o que lhe é pedido, esperando a todo momento elogios, quando na verdade ela está cumprindo o papel para o qual foi contratada- características mínimas esperadas por qualquer empregador. Após alertada por um colega de trabalho, ela muda sua atitude e seu comportamento. A partir daí ela se envolve e se compromete, ou seja, realiza bem suas tarefas e, além disso, agrega valor. O maior exemplo de valor está no momento em que sua superior lhe dá o desafio de encontrar o livro do Harry Potter para as filhas. O desafio e a demonstração de pró-atividade foram tão grandes, que ela não só conseguiu o livro(envolvimento, mínimo esperado), como também tomou a iniciativa de despachá-lo para as filhas de forma que pudessem ler durante a viagem (comprometimento – agregar valor ao trabalho), ou seja, gerou resultado acima do esperado.

Talvez possamos dizer que ser envolvido é fazer o que as pessoas mandam e ser comprometido é fazer o de que as pessoas precisam.
Devemos ter em mente que o nosso sucesso e o sucesso da organização dependem da forma como se constroem valores. Portanto, o sucesso ou o fracasso é responsabilidade de ambos. Porém, como quem faz a empresa são as pessoas, acabamos sendo analisados e avaliados constantemente por nossos parceiros e colegas e, nesse caso, podemos dizer ainda que envolvimento e comprometimento estão ligados às ações de compreensão ou de julgamento que as pessoas fazem de si mesmas e uns com os outros baseados em fatos e ações, e dependendo do comportamento adotado, poderá reproduzir o sucesso ou o fracasso de nós mesmos.

Dessa forma, é nosso dever ficarmos atentos a tudo o que acontece a nossa volta. Precisamos fazer leituras do ambiente onde vivemos, estabelecendo compromissos e acima de tudo definindo foco e objetivos para nossa vida.

Dessa forma, estaremos construindo nossas ações de forma sólida e deixando nossa marca positiva, como fez a Andy quando concretizou o objetivo proposto, quando ingressou na empresa e quando julgou realizado, partiu para o próximo desafio, contando com as referências positivas de sua verdadeira líder, o que contribuiu para estimular o seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Histórias como essas nos levam à reflexão sobre nosso verdadeiro papel enquanto “ser” e enquanto profissional, que efetivamente veio para cumprir missão. E nossa missão é a de construir nossa vida calcada em carreira sólida e baseada em valores.

Maria Bernadete Pupo é consultora,professora universitária e autora do livro “Empregabilidade acima dos 40 anos”

Fonte: Comunidade Vencer!

Print FriendlyImprimir

 


Comente


Share
Gestão de Recursos Humanos - 2014 - © Todos os direitos reservados. Produzido por
Highslide for Wordpress Plugin