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"A melhor maneira de predizer o futuro é criá-lo."

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Empregabilidade. Uma nova postura profissional

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Nos dias de hoje, as transformações tecnológicas e a competitividade acirrada modificaram as relações de trabalho em todo mundo. O velho conceito de patrão-empregado e do valor da permanência nas organizações, em que uma pessoa entrava numa empresa e ficava até se aposentar, não existem mais. Para manter-se no mercado de trabalho, o profissional deve ser empreendedor, flexível e estar atualizado, apresentando objetivos claros e alinhados com as práticas exigidas pelo mundo dos negócios.

Esta postura define a empregabilidade, conceito que surge da necessidade de desenvolvimento profissional contínuo e atualização constante. Garantir empregabilidade depende do empenho de cada um em traçar um planejamento de carreira independente de organizações e baseado em competências pessoais, preparando-se para as mudanças e adversidades do mundo global e competitivo. Confira mais sobre esse novo conceito, que tem orientado uma nova geração de profissionais bem sucedidos.

Mudança de paradigmas
A era da empregabilidade veio para substituir a antiga relação entre patrões e empregados, na qual se ofereciam serviços e, em troca, recebia-se a estabilidade e a recompensa pelos seus esforços. De acordo com a gerente de RH e autora do livro Empregabilidade acima dos 40 anos, Maria Bernadete Pupo, tanto as organizações como os empregados enfrentam um processo de constantes mudanças devido às transformações tecnológicas e à própria competitividade e, como conseqüência, as profissões e as áreas de trabalho de todos os tipos vêm passando por uma profunda reformulação. Ela alerta: “Neste contexto, os trabalhadores devem qualificar-se diante das transformações que ocorrem em nossa sociedade para se candidatarem a cargos mais elaborados que exigem um perfil mais dinâmico e empreendedor”.

No passado, competente era o profissional que dominava bem os aspectos técnicos da sua profissão. Hoje, é preciso muito mais do que isso para se diferenciar no mercado de trabalho. Segundo o consultor de outplacement (recolocação de profissionais) e autor do livro Empregabilidade: como ter trabalho e remuneração, José Augusto Minarelli, os profissionais precisam ter habilidade de relacionamento, gostar de trabalhar em equipe, agir como prestador de serviços para os clientes internos, ter uma mentalidade mercadológica para identificar necessidades e oportunidades, saber vender o seu serviço e ter uma rede de relacionamentos. Minarelli diz que o conceito de empregabilidade, muitas vezes, é erroneamente associado ao emprego: “Na verdade uma pessoa com grande potencial nestas características é sempre contratável, independente dos cargos disponíveis ou das funções que tiver ocupado anteriormente”.

Para a consultora de RH e autora do livro Aumente a sua empregabilidade, Sandra Schamas, dentro de uma empresa, onde a competitividade é grande, quem tiver mais jogo de cintura e perceber a melhor maneira de trabalhar no cargo que ocupa, tem mais chance de permanecer e construir uma carreira. “Além de flexíveis, devemos estar abertos às mudanças, principalmente na maturidade. Não vou dizer que é fácil, mas garanto que vale a pena”, recomenda a especialista.

Planejamento de carreira
O plano de carreira é um outro conceito ligado ao estabelecimento de metas. Muitos jovens e profissionais mais experientes, que desejam mudar de atividade, têm dificuldade de decidir em que área trabalhar, que tipo de empresa procurar e qual o cargo mais se adapta ao seu perfil. Geralmente, aceitam a primeira proposta com intenção de continuar procurando, depois se acomodam e acabam com medo de perder o emprego, apesar de não estarem satisfeitos. Essa atitude além de causar estresse, prejudica a produtividade. “Considero que criar metas, acreditar nelas e trabalhar para atingi-las faz parte da empregabilidade”, sublinha Sandra Schamas. A consultora observa que quando os profissionais sabem exatamente o que querem e estabelecem um plano de ação para atingir seus objetivos, acabam conseguindo.

Maria Bernadete diz que uma boa opção para o planejamento de metas é sair do esquema “patrão-empregado” e aceitar as inúmeras oportunidades que surgem, como prestadores de serviços, autônomos e terceirizados. “Estes modelos vêm se transformando em uma forte tendência de futuro, uma vez que dentro do conceito de empregabilidade, o trabalhador se torna o administrador de sua própria carreira, sendo responsável pelos seus ganhos e suas perdas. Ele deve expandir suas habilidades para obter o trabalho e a remuneração desejados, sem se preocupar com um vínculo empregatício”, ressalta a gerente de RH.

José Augusto Minarelli lembra da importância de outro fator complementar ao planejamento: a reserva financeira. Ela deve ser usada para investimentos na atualização de competências e para enfrentar os riscos de ficar sem emprego. “E para isso, é preciso ganhar e poupar. Se quiser ter uma reserva maior, é preciso ganhar mais e para isso, é preciso ter mais valor”, reforça o consultor.

Perfil dos profissionais
O termo empregabilidade considera a mudança de postura e atitude do indivíduo no sentido de observar com mais clareza a realidade. Segundo a gerente Bernadete, o perfil do profissional que deseja manter sua empregabilidade pode ser caracterizado como um conjunto de habilidades de gestão e planejamento, de capacidades de comunicação, de relacionamento interpessoal e de visão sistêmica. É sempre desejável aliar a estas competências também atributos comportamentais, como participação, equilíbrio emocional, responsabilidade e flexibilidade para se adaptar a novas situações.

Sandra Schamas aponta a atitude como um fator importante. Nela se inclui aparência, educação e bom senso, sem falar nos valores como honestidade, sinceridade e respeito. “Eu gostaria de ressaltar que esses valores e talentos nada têm a ver com idade, classe social ou conta bancária. São valores que a pessoa assimila, desenvolve e aprende a usar”, destaca Sandra. Dentro desse contexto, ela ainda chama a atenção para o autoconhecimento, ou seja, o profissional deve reconhecer seus pontos fortes e fracos: “Quanto mais conhece suas limitações e diferenciais, mais fácil é para o profissional lidar com as diversas situações que surgem na rotina de trabalho”.

O consultor Minarelli acha que ter um trabalho alinhado com a vocação é imprescindível para manter a empregabilidade: “Quando isso acontece, temos eixo e motivação para estudar, realizar as tarefas com competência e continuar evoluindo”.

Networking
O networking – rede de relacionamentos – pode ser um ótimo recurso para ajudar os profissionais a se adequarem às novas dinâmicas do mercado de trabalho. “Quando estamos entre um emprego e outro, devemos conversar direta e indiretamente com o maior número de pessoas. Quanto mais gente souber quem somos e o que fazemos, mais oportunidades teremos”, afirma Sandra.

Uma pesquisa realizada pela autora Maria Bernadete com 64 profissionais acima de 40 anos, demonstrou que utilizar o networking como um canal facilitador para recolocar-se no mercado de trabalho foi apontado por 100% dos respondentes que estão desempregados. “Esse resultado pode nos remeter a uma reflexão quanto à importância que esse fator exerce na vida do indivíduo, pois é na época de desemprego que ele mais precisa de ajuda, muitas vezes não financeira, mas sim psicológica e de apoio”, adverte Bernadete.

Defesa da carreira
Para que um profissional proteja sua carreira dos riscos inerentes ao mercado de trabalho, a gerente de RH Bernadete acha prudente que ele pense que está “no seu próprio negócio” e que, na verdade, sua tarefa lhe foi entregue pela empresa como um serviço terceirizado. Ela ressalta ainda a importância da capacidade de o trabalhador desviar seu enfoque rapidamente de uma tarefa para outra e trabalhar em diversos projetos ao mesmo tempo. “Ter perfil generalista é um grande diferencial”, acentua a gerente.

Já a consultora Sandra alerta que a cautela na hora da tomada de decisões pode ajudar a defender a carreira: “O que podemos fazer para minimizar o risco é tomar cuidado para não tomar decisões precipitadas, ter atitudes impensadas ou respostas emocionais”. Outro aspecto que deve ser levado em consideração pelo trabalhador segundo ela é o prazer de trabalhar e se manter atualizado: “Gostar do trabalho, estar sempre disposto a aprender, aceitar desafios, atualizar conhecimentos, também ajuda”. Visão essa que também é compartilhada por Bernadete: “Na era da empregabilidade, o importante não é apenas obter um emprego, é tornar-se empregável, é criar um estilo próprio, é tornar-se competitivo em um mercado cada vez mais exigente”.

Projetos paralelos
Em uma sociedade que passa por constantes transformações tecnológicas e culturais, exigindo cada vez mais capacitação, pensar no futuro torna-se um elemento-chave para os profissionais. Esse ponto remete tanto ao planejamento de carreira, quanto à existência de um plano “B”, que servirá como um apoio a uma eventual situação de desemprego. Para Maria Bernadete, talvez essa seja a grande diferença entre o profissional que se prepara para a “conquista de um emprego” e o profissional que se prepara para a “perda do emprego”.

Ela acredita que, na verdade, todo mundo tem o seu plano “B” guardado secretamente, com um ou mais projetos de vida futuros. Porém, nem todos conseguem enxergá-lo ou têm a coragem para colocá-lo em prática. Segundo ela, este plano deve ser perseguido como um sonho, mas adverte: “Cuidado para que seu plano ‘B’ não se transforme em um simples sonho de adolescência. Busque informações concretas sobre a área para a qual você pretende se dedicar. Pesquise em revistas especializadas, na Internet ou consulte profissionais da área”.

Na visão da consultora Sandra Schamas, desde que os projetos paralelos não tirem o foco da atividade principal, não há problema nenhum: “Quando temos um projeto paralelo nos sentimos mais motivados e otimistas, o que é muito bom”. Mas, assim como Bernadete, ela faz uma ressalva: “Só precisamos tomar cuidado para não perdermos tempo com devaneios ou projetos mirabolantes”.

Empresas e desenvolvimento profissional
O papel das empresas na capacitação dos trabalhadores também é muito importante. De acordo com Bernadete, quando a organização treina e desenvolve seus profissionais está praticando acima de tudo responsabilidade social, pois além de prepará-los para melhorar sua performance na própria empresa, ela também está preparando-os para o mercado de trabalho. Mas ela adverte que, hoje em dia, essa ação já não depende somente do investimento feito pelo empregador, mas sobretudo de um movimento autônomo das pessoas em direção às alternativas que possam ser alicerces do seu trabalho. “Isto porque a crescente restrição do mercado de trabalho já atinge profissionais de nível superior, para cargos de maior qualificação”, acrescenta a gerente de RH.

Fonte: Valia.com.br

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