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O método Gronhölm de seleção

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Atualmente, concorrer a uma vaga em um processo de seleção virou uma verdadeira batalha, tanto para quem procura emprego, como para os selecionadores que, forçados a buscar os melhores profissionais, procuram a cada dia novas técnicas e ferramentas.

Em outros tempos, como os cargos seguiam uma hierarquia rígida, as pessoas eram contratadas somente pela competência técnica. Hoje, foca-se, além do conhecimento específico, o comportamento e a atitude dos profissionais. A dinâmica de grupo é uma das inúmeras formas utilizadas pelos selecionadores para detectar competências pessoais nos candidatos a emprego, desde que seja utilizada com respeito e moderação.

Ela funciona como um jogo, em que são estabelecidos objetivos e regras, e o desafio do candidato é o de usar suas habilidades para a conquista do emprego; porém, normalmente os jogos os colocam diante de várias situações-limite e, sabendo que estão sendo avaliados e observados, chegam a um nível elevadíssimo de tensão e de estresse.

Tenho ouvido relatos de pessoas que se queixam das metodologias aplicadas nos processos seletivos, sendo algumas delas vexatórias, expondo o candidato ao máximo para testar flexibilidade, adaptabilidade, pressão, grau de subordinação e por aí vai.

Eu soube de uma dinâmica em que os candidatos do sexo masculino eram levados para uma sala e tinham de tirar a camisa. Decepcionado e sem conhecer o objetivo, um deles levantou-se e foi embora, desistindo do processo. Talvez, nesse caso, a empresa pode ter perdido um bom candidato pela forma antiética e agressiva de selecionar.

Câmeras ocultas é outra forma de analisar a postura dos candidatos. Também se tornou prática comum pedir a eles que criem projetos durante a dinâmica, em que cada um deve defender sua idéia, de forma a avaliar fatores, como: grau de persuasão, convencimento, arrogância, insegurança, espírito de equipe e até mesmo o desequilíbrio emocional.

Em outro relato, os candidatos foram colocados em uma sala toda suja e o ar condicionado estava na temperatura máxima. A atendente pediu desculpas aos candidatos, alegando que a empresa estava em reforma. Depois de algum tempo, para testar a paciência dos que seriam avaliados, apareceram algumas pessoas da empresa para limpar o chão, permanecendo ali por alguns minutos.

Em seguida, os candidatos foram conduzidos a um outro local, sendo apresentados aos gestores da empresa, que, minutos atrás, uniformizados, simulavam o pessoal da limpeza. Foi essa a técnica utilizada para que eles ouvissem as lamúrias dos candidatos em relação à demora, à sujeira, à falta de respeito e assim sucessivamente. Moral da história: quase nenhum daqueles que ali estavam foram selecionados.

Será que essa é a forma mais adequada de escolher os melhores profissionais? Talvez algumas organizações ainda não se deram conta de que precisam ter muita responsabilidade quanto às metodologias praticadas na seleção. No processo seletivo as empresas lidam com o lado emocional das pessoas, por isso dependendo do tratamento elas poderão mover uma ação, alegando desrespeito e assédio moral.

O filme El Método – O que você faria? retrata um processo seletivo de executivos, que utilizam o Método Grönholm de seleção, composto por testes psicológicos e práticas que induzem ao comportamento nervoso e transparente, uma vez que os candidatos são submetidos a situações extremas que os jogam um contra o outro. Nesse contexto, conflitos e discussões abrem espaço para a insegurança, de forma que o candidato lute com todas as forças para sair ileso desse processo, tanto física como emocionalmente, e de preferência, com o emprego conquistado.

O processo de seleção envolveu algumas fases, que foram desde a descoberta de um integrante da organização, disfarçado entre eles de candidato, até a escolha de um líder no grupo, sendo que em todas as fases a própria equipe age como uma espécie de juiz, com poder de contratação e de eliminação. Ao final, o vencedor será aquele que resistir a todas as pressões e ao estresse, e demonstrar alto grau de equilíbrio psicológico e emocional.

Quem nunca passou por um constrangedor processo seletivo para conseguir emprego? O mais importante é que os selecionadores reflitam sobre os métodos e técnicas utilizadas para selecionar as pessoas, as quais se encontram, na maior parte das vezes, em condição de extrema fragilidade. Pensem de que forma elas podem ser amparadas quando expostas a determinados testes e situações, que não sejam agressivos à sua dignidade, a seus valores e à sua auto-estima.

Fonte: Universia.com.br / Um Toque de Motivação / Lidera Online

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