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Com o passar do tempo, as formas de trabalho adquirem novas feições, passando por redefinições profundas. Na era da empregabilidade, o período de permanência nas empresas fica cada vez mais curto. De um lado, a empresa da atualidade não é mais a grande família de antigamente e sim o local onde profissionais atuam como prestadores de serviços. Assim sendo, os empregadores, forçados pela dinâmica da competitividade, exigem perfis técnico-operacionais, aliados às habilidades comportamentais para superar conflitos e adversidades, muito comuns nos dias atuais.

De outro, os empregados sentindo a pressão da sociedade do conhecimento, da necessidade de aprender mais, se vêem forçados a correr para o pódio, a qualquer preço. Daí as principais razões da instabilidade, segundo os contratantes.

Como consultora, meu foco durante a entrevista, consiste em identificar nos candidatos a confiança e a firmeza das argumentações, a segurança dos relatos sobre as carreiras e, principalmente, com relação às razões dos desligamentos nas empresas anteriores. Esta é a técnica utilizada enfatizando a seleção por competência. Porém, é preciso destacar que a instabilidade empregatícia, constante e repetitiva, sem dúvida, transmite insegurança ao entrevistador que, com certeza, se não for muito bem fundamentada, fará com que o profissional tenha menos chance de ser contratado.

É evidente que enquanto selecionadores, devemos ter o bom senso de analisar os motivos das demissões. Existem pessoas que, infelizmente, não dão sorte, porque as empresas por onde passaram fecharam ou tiveram forte redução de quadro ou mudaram para locais distantes e assim por diante. Porém, existem casos em que as próprias pessoas forçaram a própria saída ou se desligaram por livre e espontânea vontade, demonstrando insatisfação constante. O que nos leva a pensar que: será que a insatisfação é com a empresa ou com o próprio candidato? Será que essas pessoas não selecionaram bem suas empresas antes de se candidatar? Será que identificaram o foco de sua carreira? Será realmente gostam do que fazem?

Essas reflexões são importantes, não só para o profissional de Recursos Humanos, enquanto selecionadores, como também para os candidatos que se encontram nessa situação.

Mas afinal, quando e quantas vezes posso mudar de emprego?

Uma pesquisa do Grupo Catho revela que 83% dos executivos têm objeção em contratar colaboradores que ficam somente dois anos ou menos nos empregos. Instabilidade na carreira é muito mal vista. No entanto, isso não significa que você tenha que ficar 10, 15 ou 20 anos numa mesma empresa.

Normalmente as pessoas mudam de emprego para ganhar mais ou para obter cargo superior, porém toda mudança envolve risco. Existe um período de adaptabilidade, tanto do profissional com a empresa, e vice-versa. Se todos esses aspectos não forem muito bem relevados no momento da escolha, o profissional pode perder o trilho de sua carreira, colocando em risco a vida profissional.

Se você for jovem, até pode abusar um pouco da mudança de emprego, pois afinal, se bem fundamentada essa mudança, você poderá justificar pela necessidade de adquirir conhecimentos e experiências. Mas cuidado, não precisa abusar muito. Se a idade estiver avançando, está na hora de você repensar seu foco. Está na hora de redefinir sua carreira. Antes de aceitar oferta de novo emprego, prefira não fazê-lo antes de 4 anos – período estável considerado como muito bom pelos consultores.

Lembre-se de que a troca de emprego deve ser planejada. O sucesso depende muito mais de você do que do empregador. Antes de pensar na troca, reavalie se a atual empresa é sólida, se detém know-how em seu segmento e se atende suas expectativas. Em caso positivo, prefira negociar sua permanência. A conquista é caminho que requer perseverança, persistência e acima de tudo requer acreditar que dentro de você existe um ser capaz de superar todos os desafios que a vida nos impõe. Costumo dizer que este é o tempero que dá sabor a nossa vida!

(*) Maria Bernadete Pupo é consultora e gerente de RH do Centro Universitário Unifieo, em Osasco, e autora do livro “Empregabilidade acima dos 40 anos” (ed. Expressão & Arte)

Fonte: Jornal Diário da Região

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